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A Prima Hora (ou a resposta ao Fim)

A Prima Hora   (ou a resposta ao Fim)


Ao Fim, que abocanha o Mundo
Com podres dentes
E pele purulenta
Dedico este poema

Àquele que cospe e escarra imundo
No qual somente existem vermes no fundo
Mal sabe ele, o Fim,
Que sempre a negação perderá para o sim

Ao Fim, que sabe que tudo tende a ele
Embora mal saiba ele
Que após a Última Hora
Ressurge o brilho da antiga aurora
Que traz em si a luz de outrora

Mal sabe ele, o Fim,
Que tudo completa o seu ciclo
Mal sabe ele, coitado,
Que mesmo reinando em todo lugar,
O Tudo tende a voltar
E o Fim engole a si mesmo

O Fim, coitado,
Não aprendeu até hoje
Que a existência é o vir-a-ser
O início é pleno e em todo o lugar
Onde quer que a rosa revigore
Ou o amor renasça
Eu estarei lá
Eu, a Prima Hora.



(Este poema e "A Última Hora" são complementares)
Thales Pereira
Enviado por Thales Pereira em 21/02/2007
Reeditado em 21/02/2007
Código do texto: T388854


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Sobre o autor
Thales Pereira
São Luís - Maranhão - Brasil, 32 anos
18 textos (777 leituras)
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Thales Pereira