Revirança

A casa bagunçada.

Os sapatos o par certo erra o pé.

A mesa ofusca a certeza dos dias de festejos.

Licérgica e soturna tento encontrar uma agulha.

Parâmetros de antes por aqui não há mais.

Viciante e orgânica a louça na pia transborda a sorte de mutantes,

Seres parasitas que outrora sobrevoavam a banana.

No quarto a cama encontra a beleza fria de um corpo agonizando.

Lutas armadas, guerrilhas da alma.

Um mundo novo se apresenta, minha pequinês a rejeita.

Deitar, dormir, acordando, me levanto.

Explicito desejo, guardo uma lembrança...

Na ânsia de viver meus últimos anos.

Sandra Frietha
Enviado por Sandra Frietha em 08/02/2013
Reeditado em 25/03/2014
Código do texto: T4128981
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