Palhaço

Há sempre um palhaço no meio do salão

Alto, baixo, delgado, branco, negro

Contando os passos, acertando os braços, erguendo as mãos

Há sempre um palhaço no meio do salão

Rodopiando, a procura do outro que se esquiva

Pois a sua dor está escondida na desilusão

Há sempre um palhaço no meio do salão

Que procura firmar-se num ponto pendente

Dos seres inocentes que buscam nas notas

Alento para as mágoas do coração

Há sempre um palhaço no meio do salão

Que com máscara alegre, revive o passado

Num presente repleto de malícias

Permeado de caricias, roubadas num olhar

Há sempre um palhaço no meio do salão

Que num vira-vira, da fantástica vida

Procura nos acordes, soltos na multidão

A sua alma gemea, num Pierrot, numa Colombina

Em meio a fantasia da imaginação

My Guel
Enviado por My Guel em 09/02/2013
Reeditado em 09/02/2013
Código do texto: T4131858
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