LABIRINTO

Levantar a cada manhã
Com a obstinação de reescrever
A história da própria vida!
Libertar-se dos medos paralisantes
Que impedem de seguir adiante!

Não! Sonhos não podem morrer!
Podem - no máximo! - adormecer...
Sonhos que, ansiosos, adormecem...
No frio inquietante da alma!
O grito que arranha a garganta
É o despertar do sonho que se agiganta
E fere a quietude plena do infinito!
Coração que pulsa... olhar aflito...

Para onde vai essa estrada?
Pés feridos... passos incertos...
Não há flores no deserto!
Há pouco... muito pouco...
Num caminho feito por loucos,
Que leva ao encontro com o nada!

A vida nada mais é que a loucura
Amordaçada num labirinto escuro.
A vida nada mais é que a dura lida
De quem, neste labirinto, procura a saída!

Levantar a cada manhã
Com a obstinação de encontrar a saída.
E liberto do medo paralisante...
Reeditar a magia da vida!


 
Alexandre Brito - 02/09/2013 - 15:13
Imagem: Google
Alexandre Brito
Enviado por Alexandre Brito em 02/09/2013
Código do texto: T4463438
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.