“E” de esperança...

De caminhos cruzados,

De palavras alçadas ao vento

Com pousada certa e diretrizes

Carinhosas, aconchegantes,

Como filhote no ninho

Ao anoitecer!

“E” de porto solidão

Sem a dita solitude,

Vem tudo de um primeiro verso

Ora calado no peito ou na alma,

Não importa, narra-se assim

O preito mudo do imo, quando se lê

“E” de paixão!

“E” de histórias contadas

De histórias há contar e culminar

N’um abraço introspectivo, afetivo,

Ah, eu quero é brincar com o abecedário.

Em um beijo lendário, feito uma fábula

Escrevendo-se pelas doze badaladas,

“E” de é meia noite!

“E” de amar, de filosofar

Dentre os cânticos oriundos do céu

Lá onde as estrelas cantam em silêncio,

Em divinas metamorfoses, em saudade,

Por ângulos refletidos somente

Pelo coração, pelos estribilhos,

“E” de amor!

25/06/2014

Porto Alegre - RS