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POEMA PARA MAURÍCIO

                  (Para Maurício Marinho, no seu leito de morte)

Não se cale a voz do seresteiro
Não se perca o som do seu cantar
Não se pode, a quem ouve, sonegar
A voz rouca desfiando o cancioneiro

É mister que cure o cantador
Faz-se urgente resgatarmos-lhe a saúde
Pra que volte a tocar mais amiúde
E espante deste mundo alguma dor

Temos sede de ouvir a sua lira
De ouvir, no seu toque, o dedilhar
Como as cordas da viola ao vibrar
No diálogo da canção que o inspira

Que entre nós permaneça por mais tempo
Alegrando-nos as tardes ociosas
De cantigas sincopadas e chorosas
De galhofas, brincadeiras e talento

Um talento que sucumbe ao desperdício
Que não brilha, certamente, o quanto pode
Mas que existe, por detrás do seu bigode
E que atende pelo nome de Maurício
JCMARINHO
Enviado por JCMARINHO em 10/04/2014
Código do texto: T4764269
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
JCMARINHO
Recife - Pernambuco - Brasil, 68 anos
25 textos (1947 leituras)
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