Poeta cozinheiro
 
Pelas letras, por sua própria conta,
faz a arte, com beleza e esplendor.
No sangue a perícia, em tal monta,
fez do poeta, cozinheiro sim senhor!
 
Deixando seu verso, ainda inacabado,
com a mesma desenvoltura e mestria,
volta aos molhos e toucinho defumado;
só, pronto o prato, termina sua poesia...
 
Ainda pelo dia, cumpre seus deveres,
na certa, ainda, outros mais afazeres
(como podem ainda, serem tantos!)...
 
Assim, vive sua vida com seus encantos.
Ao mesmo tempo, entre outras leituras,
o poeta leva junto ao fogão, as ternuras...
 
Oswaldo Genofre

Oswaldo Genofre
Enviado por Oswaldo Genofre em 10/02/2010
Código do texto: T2080275
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