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JOCOSAS ESPERANÇAS DE UM ADOLESCENTE NO BALNEÁRIO

Procura d'amor aos dezesseis,
Seria na praia, talvez na areia,
Ela diria"mon amour", em francês,
Seria e não seria uma sereia.

Meus irmãos corriam pela casa.
Meu pai estudava o violão
E eu queria amar e ser da NASA
Para ver de perto Sol no verão.

Rosete era fácil só na aparência
E dona Zezé pedia a Deus pela filha.
Temia que o sexo fosse indecência,
Mas que tudo lá valia, na ilha...

Chegaram os dias de Sol e mar.
As pedras como se rissem de mim
Tinham idílio com as ondas, um par,
Num transar instante e sem fim...

Era um dezesseis mais tendente a cinco.
Amor? Só os de gatos no telhado de zinco.
As sereias não davam com o fato de que as queria...
Teria de aguardar, paciente, por melhores dias.

Meus irmãos corriam, meus pais sorriam.
Escravos se alforriam, mas minhas cartas morriam.
caminhei na mata e dei com bromélias,
irritei-me por rimarem com Amélia !

Ódio às matas, penedos e marinhas !
Raiva por não ser e ter o que queria;
Trocaria camarão e canções por, desculpem , putaria:
Oras, nenhuma mulher se fazia minha!
Camilo Jose de Lima Cabral
Enviado por Camilo Jose de Lima Cabral em 27/10/2019
Reeditado em 29/10/2019
Código do texto: T6780848
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Camilo Jose de Lima Cabral
São José dos Campos - São Paulo - Brasil, 57 anos
700 textos (12021 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/11/19 20:48)
Camilo Jose de Lima Cabral