Meu cativeiro

O que sinto não é amor, não é bem-vindo;

O que sinto é dor, a dor de um coração partido.

Não me chamo Homem, não tenho nome...

Tenho MEDO

MElancolia,

DOr...

Meu coração se abre ao avesso, as veias não pulsam sangue:

Expelem veneno!

A nostalgia toma conta de mim

(Há tempos não me sentia assim...)

Levanto, lavo a cara e me olho no espelho. Nada.

Uma voz grave me diz: “Anda, assopra a poeira,

Retira a coleira, faça o que sempre quis...”

Ouço, mas não te vejo. Ouço apenas. Ouço...

Corro, o quanto posso, antes que o cansaço me siga e me vença.

Me libertei de mim, para ser escravo eterno do Tempo...