e eu não sabia o que digo

o Horror veio e jantou comigo

e em nele eram

os todos em que já não

(que ele existe-me no que te sigo)

e falamos como se insanos

entre um copo de água quente

(daquela, água ardente)

e um prato de feijão

alguma coisa não estava bem

(era como se um algo me olhasse além)

e gritei oh Mãe do que me era

para onde foi o teu foste?

e qual dos 7 é que me é?

e era vasto o cheiro de café

quando uma voz me sorriu estranha...

(o Caos me serviu outro trago de canha)

era o Horror que me perguntava

se (r)indo:

“então amar já não está mais

na moda?”

e eu não sabia o que digo

(ao Horror, o meu melhor amigo)

e proferi:

é foda!

www.artedofim.blogspot.com

Alessandro Reiffer
Enviado por Alessandro Reiffer em 06/12/2011
Código do texto: T3374261