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Amor visceral
(A Charles Baudelaire)
 
No vaguear imponente dos teus passos. Deliro,
Qual fera esfaimada espreita a presa. Anseio,
Respiro a fundo o odor dos teus vestígios,
Como quem sorve o sumo quente dos teus veios.
 
Filho do barro a quem venero e tenho fome,
Até tua sombra em mim desperta cobiça,
Ah! Ardência que me toma e consome,

Em mastigar, com doçura, tuas vísceras.


 
 
Maria Santino
Enviado por Maria Santino em 14/01/2014
Reeditado em 16/01/2014
Código do texto: T4649441
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