Ozônio

Estive morto nos últimos dias,

a alma inerte,

o coração era apenas músculo.

Agora tudo que tenho é estrada

hostil, débil e vulgar.

Na maleta, um velho casaco,

um maço de cigarros meio cheio... Ou meio vazio?

Um caderno velho, Wilde e Kerouac.

E na cabeça, uma canção de Leonard Cohen

O ar é úmido e o silêncio é ozônio para o meu sangue.

Não há placas, mas estou apenas indo, flutuando por aí.

Estou vivo.

Estou viajando.

Estou caçando loucos.

Tim Soares
Enviado por Tim Soares em 24/04/2015
Reeditado em 21/09/2021
Código do texto: T5218838
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.