Chuva de verão

Era o ritmo de mais uma tarde cinzenta

A fluidez nas calçadas, não permitia deixar um passado

As gotas frias mudavam a aparência

Do que um dia já foi uma tarde ensolarada.

Seres em seus tetos negros flutuavam pelas vias

Desembaçavam as vitrines, vislumbram os desejos

Nos vidros que deveriam estar um retrato de uma vida

É agora o mais brilhante dos palcos efêmeros.

Nos vãos, as correntezas levam as sujeiras da moralidade

Atores papeis prepotência

Paixões piadas presunçosas

Criadas calor inocência.

Céus!

Graças a ti, livro-me de tanta humanidade

Que tanto sufoca no ar seco da cidade

Desnodoa os olhos para enxergar a verdade

Faz as ruas limpas das comedias, das tragédias, das saudades.

Céus!

Aceita como presente, esses versos escusados

Deixa Apolo espalhar novamente os seus raios

De sua luz cintilante, precisam os artistas

Para depositar nas autênticas vias, algumas linhas de esperança.

André M Carneiro
Enviado por André M Carneiro em 24/05/2019
Reeditado em 24/05/2019
Código do texto: T6655350
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