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II: Vi A Morte Com Outros Olhos

Eu agradeço por toda dor sentida
Que me fez ficar mais forte
Não contar tanto com a sorte
Ter outra perspectiva de vida
Até mesmo achar que a morte
Não é ruim ou indevida
É aliviadora, não indolor, mas algumas vezes necessária
Devemos olhar com leveza, não de maneira tão arbitrária
Ela é tão intrínseca à vida
Que não deve ser vista como adversária

A morte é vista errada
Sempre tão odiada
Não entendo: por que não é amada?
Quem morre não sente mais dor
Não sofre de amor
Nem por mais nada

Ela deixa vazio e saudade
A dor que invade
Traz uma revolta equivocada:
Pois quem morre não sente mais dor
Não sofre de amor
Nem por mais nada

Quem morre não tem obrigação
Nem decepção
Só tem a missão
De descansar
Ah! Quem dera eu
Ainda que sem Romeu
Poder partir ao aprender a lição
E estar livre para sempre da solidão
E da necessidade de amar

A morte não é ruim
Nem é o fim
Pois se for grande o amor
Nem mesmo a dor
Pode apagar
A morte faz grande amor, tão grande amor
Se eternizar

Querido, não gaste seu pranto
Chorando a morte dessa moça formosa
Pois a morte dos seus santos
Aos olhos de Deus é mui preciosa
Lembra-te com amor e carinho
Da tua bela amada
Pois não estás sozinho
Ela mora nas tuas lembranças
E quer que tu sejas feliz: faz disso tua esperança
Recomeça a tua vida: se parares ela se sentiria culpada
Ela diria: estou bem melhor, meu amor
Não sinto dor
Nem sofro por nada

               Escrita em 12 de Julho de 2018.
                               Dedicada:
- ao meu grande amigo Danilo que perdeu a noiva Karina por infecção hospitalar após um procedimento cirúrgico;
- ao meu amigo de infância Lucas que estava lá quando a sua amada, a nossa Bruninha, se foi num trágico acidente aos 22 de Maio de 2010;
- à minha melhor amiga de infância Elen que também perdeu seu amado, "uma das pessoas mais incríveis da vida dela", Luan, num acidente de moto em 1 de Dezembro de 2011;
- e à Leis, minha primeira amiga em Pouso Alegre, que perdeu o marido Paulo - alguém que me sinto honrada em ter conhecido, sempre me animando e tentando me tirar de casa para viver a vida  - de acidente de moto em 2013 e perdeu o segundo marido por afogamento em 2018.
Ddsa Carvalho
Enviado por Ddsa Carvalho em 12/07/2018
Reeditado em 12/07/2018
Código do texto: T6388086
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ddsa Carvalho
Borda da Mata - Minas Gerais - Brasil, 22 anos
37 textos (2300 leituras)
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Ddsa Carvalho