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Na criogênica câmara encerrada

O congelado corpo da amada

E nossa chama apagada há estações

Quando cessou um dos nosos corações.

Mas se passaram tempo de eras

Enfim cessou-se a dor da espera

Em reanimado o coração

À cura do que a levou pra essa prisão.

Mas abrindo-se os olhos seus

Pareceu-se mais um adeus

Mais triste, ao matar a esperança

E deixar-me somente as lembranças.

Seu corpo qualquer coisa sem alma

Vê e ouve com aparente calma

Mas a calma se torna apatia

É sinal de que nada mais havia.

Qualquer espírito que houve ali

Ja se foi desde a última em que vi

O corpo não é mais que corpo

Meu pensamento era de fato, torto.

Docke Lima
Enviado por Docke Lima em 25/10/2023
Reeditado em 25/10/2023
Código do texto: T7916437
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