Indefinível

Tu és rosa, és prosa.

Passarinho voando sozinho.

Cantando baixinho.

És bonita, cabelos com fita.

Borboleta, efêmera,

(A vida em uma ampulheta).

Com um bater de asas, delicado,

Esvai-te ao meu lado.

Tu és sopro

Murmúrio do vento.

Inconstante, sem rumo,

Sem prumo.

Tu és rara, não para,

tens a mente tão falha...

Desprovida de dor.

Tu serás, neste tempo,

o meu breve momento

De tontura de amor.

Gisele de Andrade
Enviado por Gisele de Andrade em 12/10/2013
Reeditado em 23/12/2021
Código do texto: T4521670
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