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Verdades Escolhidas

Houve um tempo
Em que tudo era mais simples
As incertezas, invisíveis
E o riso, meu amigo

Hoje o tempo
Me cobra, me tributa
Qual suave prostituta
Me procura enredar

Houve um tempo
Em que erros eram ciscos
Não corria nenhum risco
De cair e machucar

Hoje o tempo
Me enrola, me assola
E nem ao menos dá bola
Se estou a lamentar

Houve um tempo
Em que eu sabia o que dizer
O que era certo se fazer
(Mesmo que fosse morrer)
Na intempestiva esfera
De um coração besta-fera
Ou num escuro porão,
(um oculto alçapão)
Pra onde sem esperar,
Se cai e vai encontrar
Ossadas de vidas passadas
Boas intenções malogradas
Claviculário de almas penadas

Hoje provado está
Que a verdade que se dá
Nem sempre é bem recebida
(Mesmo que por si acolhida)
Há quem a vá renegar.
E a prefira trocar
Por um sorriso obscuro,
Um rosto que só sorri
Uma promessa de no futuro
Ter-se só o que quer ouvir.

Houve um tempo
Em que não era assim
Hoje o tempo
Ensina essa lição pra mim.

Odemilson Louzada Junior
Enviado por Odemilson Louzada Junior em 15/05/2009
Código do texto: T1596441
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Odemilson Louzada Junior
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 45 anos
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Odemilson Louzada Junior