Um minuto

Quando num belo dia sair a caminhar

em dunas de areia. Deserto do coração,

encontrará:

em cada espinho, a certeza do ferimento

em cada rosa, a certeza do aroma

em cada petála, a fragilidade do ser.

Por um minuto dirá:

porque a vida se faz e refaz?

ou quão belas são as coisas do nosso mundo,

E contemplará as mil maravilhas da vida

no sorriso, talvez sofrido da incomprensão.

talvez porque se deva sentir.

Pelo que se vive em cada momento sentirá

o torpe desterro das lamentações que se acredita.

Tudo está além da comprensão visível.

Que por um minuto, podemos perceber e ser parte.

Parte imanente da conciliação destrada

do momento que tentamos compreender.

sentidos vivivel, sentidos perceptível.

Que por um minuto, compreendemos. Sentimos, então.

Vivemos.

CALIXTO
Enviado por CALIXTO em 18/09/2006
Reeditado em 04/07/2007
Código do texto: T243371
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