Silêncio interior
 
Traduzo em silêncio as aflições que persistem
Detendo a serenidade íntima
Transpareço calma, impassibilidade
Recuei a tempo de compreender a realidade
Dispondo-me das atitudes de reclusão
Desvencilhando-me do delírio.
Barco a deriva, delibero forças internas
Ocultas, até então desconhecidas
Para retornar a rota, firmar o leme
Ainda sonhar com portos seguros
Esgotada pela lida prolongada
Amadurecida por circunstâncias que assombram
Silencio a fala, para que a alma expresse o que lhe acomete
Pouco ou nada se sabe, nem mesmo o que lhe cabe
Retratos, lembranças, amores, ardores e odores
Fundamentos equivocados e confusos
Esquecer é a ordem!
Desordem necessária e abstrata
Conceitos distorcidos, equívocos
Pedaços...
Mosaico interno, psique alterada
Silêncio temporário e transitório
Desejo de viver!