Que palavras são essas?
 
Quem sou eu para dizer dos seus mistérios,
Fato que desconheço seus momentos passados,
Seus sentimentos guardados nas entranhas?
Quais palavras são essas que nascem de ti
E que não posso desvendar, desconhecedora,
Pois se é seu dialeto em transmutação constante?
Que jogo é esse de palavras silenciosas que não vi,
Posto que estive em outro universo, não no seu?
Acredita que não me aflige em agonias não saber?
Está certíssimo! Não me abalo por desconhecê-las;
São códigos seus e que nada me diriam a mais,
Não além do que me é dado à sua vontade saber.
Essas palavras, que absorvo, são para meu deleite,
Não para saciar sua vontade nenhuma de coisa alguma.
Há essa alegria aquietada de tanto faz entre nós;
Palavras criptografadas não nos causam curiosidades?
A mim não e para você todas as minhas palavras são vãs,
Tão mundanas, tão evidentes que te enganam sempre!
E eu posso sorrir diante das suas possíveis interpretações,
Não é e nunca seria nada do que poderia deduzir,
O que por lógica, não faria perdendo seu tempo tão escasso.
Agora podemos rir muito de nós mesmos nesse tanto faz...
Que palavras são nossas, que de tão seladas, sumiram?
Rose Stteffen
Enviado por Rose Stteffen em 27/08/2012
Código do texto: T3851781
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