COMPANIA DA AUSENCIA

Parece que o poeta morreu

antes de terminar o primeiro verso.

Perdeu a musa...se perdeu no tempo

encontrou-se em outra vida.

A mesa esta sozinha.

O silencio impera,

o vento e o unico som sobre o papel vazio,

momento em que a caneta perde a memoria.

Ha desgoverno de ciencia...

ha misterios da insanidade fronteirissa.

Desejo de perder o controle...

e medo de controlar-se para estar

sobrio antes da morte.

Cada segundo...eternidade,

em que o silencio viaja,

em que o silencio responde.

Agora, o melhor e olhar ao redor...

para sentir que tem alguem mais por aqui,

alem do vento... do silencio... do papel.

Eu nao estou aqui com eles.

...Quem estara?

Eddie Freitas
Enviado por Eddie Freitas em 24/06/2007
Reeditado em 24/06/2007
Código do texto: T539043