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Nasce uma quimera!

Um copo de uísque, um cigarro...
Mais um cubo de gelo! Quem o dera
expectorar a última quimera,
que a tosse há de trazer junto ao escarro.

O fumo se mistura à atmosfera
e as cinzas se esfarelam sobre a mesa.
Nem mesmo o relógio dá certeza,
se o tempo inda dá tempo pra espera.

Um trago de cigarro, outra bebida...
Um acesso de tosse, mais catarro...
Mais fumaça, mais cinza, mais cigarro,
e a quimera parece ganhar vida.

No relógio, as horas de partida...
Na parede, uma foto em branco e preto
e os rabiscos dos versos de um soneto,
que fala em beija-flor e margarida.

Enfim, a poesia é parida,
ao soluçar da derradeira tosse!
Enfim, vê-se a quimera tomar posse:
do bar, do beija-flor, da margarida...
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 06/11/2019
Código do texto: T6788677
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 65 anos
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13 e-livros (4863 leituras)
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Herculano Alencar

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