Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Poema da Dinamite

Belém, 22 de fevereiro de 2021.


O sábio que me criou disse um dia:
- Libertarei os outros, irás ver.
Mas na primeira vez que agredi
Estilhacei sonhos
Quimeras simples e passagens

O voo que eu forneci
Deu pra olhar as formigas
Esmagadas depois pelos pés dos ocos
Eu avisei para criares o remédio
E o antídoto do remédio

A mão que segura a ferramenta
Forte
Poderia ser a força do Amor
Ou do Ódio
O que eu fiz dela?
Dependeu antes de tudo
Do Espírito de Estado

A linha que separa o heroísmo
Divide o déspota não carecido
Não se duvida da sua intenção
Até porque és demasiado Humano

O Humano e a Ferramenta
A Ferramenta e o Humano


Estudioso que me deu o facão
O facão que cortou a nação
Desculpem-no se cortara as vidas
Ele só queria talhar Poder

Até queria ir à Marte
Buscar as estrelas pro meu bel prazer
Durma com isso terráqueo
O combustível que me move
O foguete de sua impotência

E no desejo que ela ouvisse cordeiros
Eles enviaram leoninos posts
Eu fico aguardando mensagens nas garrafas
E na verdade bastava a sua presença

Sobrevoando as nossas cabeças
O cadeado que trancou muitas almas
Enquanto olham um respirar definhar
Que bom seria levantar

A Mulher e a Ferramenta
A Ferramenta e A Mulher

O que você esperava finando aí quieto?
Um Nobel da Paz?





Pantoja Ramos
Enviado por Pantoja Ramos em 23/02/2021
Código do texto: T7191338
Classificação de conteúdo: seguro


Comentários

Sobre o autor
Pantoja Ramos
Belém - Pará - Brasil, 45 anos
318 textos (12580 leituras)
104 áudios (3379 audições)
48 e-livros (3144 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 28/02/21 04:32)
Pantoja Ramos