ELA

ELA

Ela entra em nossas casas

Hospeda-se normalmente na sala

Mas pode fica na alcova

É como um membro da família.

Às vezes ela é uma prostituta

Outra se torna professora

Tem horas que ela é um brinquedo

Outras, um imenso palco.

Às vezes ela é um circo

Outras, um grande informante

Tem horas que ela é lazer

Outras, um perverso marginal.

Todas essas transformações

Só dependem de cada um de nós

Se não tocarmos nela

Ela é apenas um inofensível móvel.

“Pelos itinerários da vida andei por becos tão medonhos, que minha sombra não teve coragem de me acompanhar”.

salencar
Enviado por salencar em 10/10/2013
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