Entre o paço e o poço

Grande espasmo e uma vontade,

Braços pardos e um salão nobre.

Mas na lida um frio na espinha

Corta os dias sem servilha.

Tinta fresca na ponta da caneta

Vontade louca de inserir-se na história;

Recostando-se na memória do outro

A degustar uma fatia do bolo.

A que veio trilhou um caminho

No paço ou no poço foi dono do enredo.

No esfregar das mãos dominou a magia

Abrindo portas e muitos segredos.