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A vida que flui de mim


Os sonhos inundam minha mente e se aconchegam em meu coração....
Me percebo refletindo o “estar” sonhando, como num tempo gerúndio aprendido\aprendendo, concluo que não perdi a capacidade de construir ilusões, mas acrescento a elas agora, o saber que posso, e devo transformar tudo em ação!
 Dèjà vu, processo lagarta \borboleta, na mente as lembranças veem como numa película peculiar onde sou a personagem principal... Sensação de ter feito me abraça.... Precinto que por muitos anos interrompi a metamorfose que vivia, e esse aborto do “Eu\Sonho”, natimorto, negou-me alcançar os céus. Eu não vivi o prazer de sentir o vento acariciando minhas asas...Pior, eu não cheguei a desenvolvê-las! Estagnada, em um ser sem forma, nem lagarta, nem borboleta...
Os sonhos se instalaram em minha alma e me fazendo correr por entre as nuvens...
E divaguei sobre sereias.... Eu sempre as vislumbrava ao longe, mas nunca nadava com elas, só sentia o querer, porque no fundo sentia-me pertencente aquele mundo, também uma igual... Juntas como espécie, e como tal sem a possibilidade de mistura. Sempre as seguia em seus mergulhos nas profundezas dos “oceanos”, imaginando-me vir a superfície só para observar-me aqui, neste lugar pertencente ou não? .... Nem mulher nem peixe.... Com a sedução e o mistério a meu favor, como uma arma, e a solidão como companheira, Eu\Sereia...
Ainda me identifico com as borboletas e as sereias, e agora trago em mim as marcas do que fui, e ingressando numa nova fase de transformação. Pois nós humanos, somos seres em construção até o fim de nossos dias, quando voltamos ao pertencente começo do pó.
Metamorfoseada, ganhei assas e os ares.... Enfim minhas asas!
Mergulhei nas cores, sobrevoei jardins, experimentando o néctar de flores tantas.... Eu borboleta!
Ainda olho as sereias, mas agora nado com elas lado a lado... A sedução é minha segunda pele, minhas escamas, minha calda, minhas brânquias.... Mais além! Meus mistérios, que submergem das profundezas de minha alma de mulher\peixe.... Ganhei os oceanos irmanada no cardume das mulheres que se permitem fluir e amar sem receios!
Trago falas no meu olhar de muita íris, e meus lábios aprenderam a canção entoada nos ares, sublime, que eleva... E das águas sedutora, perigosa que escraviza... borboleta\ sereia\mulher!
Me lanço pelos ares e mares, com minhas irmãs, que invadem as profundezas das outras tantas almas irmãs...
Hoje tenho e conheço meu lugar no mundo!
Obrigada Senhor, por me conceder mais um ano de vida.... Por ter me permitido viver plenamente todos os outros de forma plena, com acertos e erros, gozando da humanidade em mim, auxiliada por teu amor, contando com o divino em Ti!



 
Observadora
Enviado por Observadora em 27/05/2017
Código do texto: T6011180
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 53 anos
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