Desencontros

Caro Marques de Sade estas certo de quem são os homens

Uma pintura ilusória perante nossos olhos

Que olhos veem realmente esta criatura , acho que nenhum

Nem pintor algum conseguiu retrata-los

Por que não há verdade nos homens

Apenas uma bela boca , que provem as mentiras que ilusoriamente acredito

Por que como dizes Marques ,o mundo é apenas a desgraça das virtudes e a prosperidade dos vícios

Os libertinos se escondem nas vestes de santos , os poderosos são uma grande fraude

E por mais que sonhe com a liberdade , meu coração se acorrenta apaixonado e em vão

Como uma doença que corroí e vicia , engana e me perde a proporção

Por que oh Marques , porque os vícios nos corroem desta forma ?

Por que o desejo é de tal feitio tão avassalador ?

Por que as virtudes , as virtudes as qual obedeço , simplesmente me fazem mal ?

Julgai , condenai suas ideias , pelo simples fato de prazeres distintos desejar

O que mal sabem meu caro Marques , é que a sociedade mais perdida esta

E eu uma vez Justine , devo admitir que em momentos Juliette esta

E a infâmia a qual é condenada e julgada , facilmente me abraça

Queria meu nobre , de ti poder conhecer

Pois suas ideias me admiram mais , que os motivos de seu prazer

Mas a impossibilidade dos anos se opõem , e em uma cela este texto leria

E eu com graças não sei dizer

Que meu caro Marques de Sade , os vícios começaram a me corromper.

Sueli Zubinha
Enviado por Sueli Zubinha em 23/02/2019
Código do texto: T6582442
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