NA DÉCADA DE 1960 (POESIA)

NA DÉCADA DE 1960 (POESIA)

AUTOR: Paulo Roberto Giesteira

A década que deu início a contracultura na sua percepção,

Do primeiro homem a implantar hormônio feminino em seu corpo,

Da primeira droga sintética a romper o seu país (EUA) de origem por seu porto,

Da introdução da guitarra elétrica a sua acústica sonorização.

Do pós-guerra das destruições dos países a se restaurar,

Continuando com a guerra fria a forte reconciliação,

Da cortina de ferro do comunismo cumprido a ordem de obrigação,

Muro de Berlim consolidava os regimes sustentados a altar.

Do primeiro movimento negro estrangeiro no país de exploração,

Do primeiro movimento feminino a vir revoltoso a protestar,

Do homem, ir à lua em um foguete aeroespacial a viajar,

Ou dar a volta pelo espaço envolto da terra a fotográfica documentação.

Da primeira mini saia surgindo em meio a muitas contestações,

Da TV à Cores ligando imagens vindas dos outros diferentes países,

Da primeira pílula anticoncepcional a expandir o sexo livre por suas diretrizes,

Colocando controle no contingente de filhos as suas diminuições.

Túmulos numerados em covas alinhados a reta de nomeações,

O amor livre a qualquer por qualquer a felizes relacionar,

Roupas exóticas longas coloridas eram postas pra se usar,

No lema faça amor não faça guerra imposta pela ética da ausente retaliação.

Das lotações chegando até os modernos ônibus à transformação,

Das locomotivas para os trens com seus vagões a passageiros transportar,

A paz e o amor e a degradação sexual ligada à ausência de um altar,

Mudanças dos comportamentos e tendências a cada confrontação.

O propenso desenvolvimento econômico e tecnológico a expressão,

Processamentos de dados do computador a navegar,

Da infiltração das letras e notas de músicas vulgares a divagar,

Psicodelismos nas atitudes expandindo ideias as propulsão.

Da maior mortandade de animais selvagens nativos a proporção,

Dos sustentos das modas pelo mundo pelas passarelas a desfilar,

Do supersônico concorde pelos ares dos continentes a voar,

Das guitarras elétricas na sua primeira década de redenção.

Foi na década de 1960 que um fim chegou por começar,

Do destino promovido por atitudes desvirtuadas de uma geração,

Das drogas sintéticas vindas à tona por uma forma de injeção,

Valores desencaminhados a influência de um mundo até se terminar.

A consolidação da contracultura a arte que era suposta a ressalvar,

Do fácil do que nada era pra que enfim fosse a se dificultar;

Modas eram rumos generalizados a um lugar a que se queria chegar,

Status eram de práxis daquilo que era na cabeça pra se esnobar.

Na década de 1960 das imposições contra a sociedade pelos valores a que fez mudar.

Paulo Roberto Giesteira
Enviado por Paulo Roberto Giesteira em 06/06/2019
Código do texto: T6666397
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