OS BRINCOS DE PÉROLAS

Não quero recordar das incongruências que magoaram-me;

Ser-me-ia ignóbil fazer-me permitir;

A ressurreição já sepultada em mim;

Quero sentir o perfume das flores;

Que ei de lembra-las eternamente;

Ei de amar... e amar perdidamente!

Se em minha mente penso que esqueci, estou errado!

O cérebro recorda e faz-me sempre lembrar;

Porém, não sou da vida o único a sofrer;

Sou o frescor do vento que abraça-me;

Inebriante amor que mergulha na minh'alma;

Uma onda que beija na praia;

Um mar que seduz minha vida;

Quando esse mar em meus pés está presente;

No aqui..acolá...além...estou vivo...

Quero sentir a liberdade em mim;

Esquecer de tudo porque caminho com roupas de bençãos;

E permito-me atravessar portas, e portões...

Pular janelas...

Correr entre caminhos...

Ultrapassar fronteiras;

E nunca limitar-me aos enganos...

Hoje sou indiferente ao caso;

Não destrato o acaso;

Recordar? lembrar? Reviver? Ser-me-á indiferente...

Canta o bem-te-vi;

No quintal os beija-flores nos varais;

Roupas tomando brisa;

Folhas caem das arvores;

Recomeçar! Viver! Sentir!

Há um verão em cada primavera

Há um outono para cada inverno

Um sol para cada amanhecer

Uma lua para cada anoitecer

Quem diz que não ama perdidamente

É porque em si mente.

Sérgio Gaiafi
Enviado por Sérgio Gaiafi em 07/07/2019
Reeditado em 21/08/2019
Código do texto: T6690138
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.