A BATALHA CONTRA O OUTRO

Meu maior inimigo, eu mesmo.

Faz-me vítima, há ciladas,

Tão nocivo qual plasmodesmo

Faz de árias dentição cariada.

A razão vagueia feito lesma,

Há tramas complexas reptilianas,

Carecem serotoninas, dopaminas,

Enquanto o córtex em terna quaresma

Mantém a graça assim franciscana

Para os olhares do outro que desatina.

Nuvens se arranjam no céu-mosaico,

Garças ressonam à margem do rio

E meu ser moderno rende-se ao arcaico

E as tempestades nunca que têm estios.

Camilo Jose de Lima Cabral
Enviado por Camilo Jose de Lima Cabral em 08/03/2020
Código do texto: T6883638
Classificação de conteúdo: seguro