AMARGOR

Calabouço.
Lugar das torturas
que em mim mais ouço.
Na calada da noite
onde repouso o silêncio
e previno a saudade
contra meus pensamentos.

Não é o que sofro
o que mais se evidencia.
São as horas dessa noite,
as horas de um outro dia,
e a falta de acontecimentos.

Calabouço.
Lugar em meu peito, trancado.
Qualquer querer desatinado,
ali dentro há de ficar preso.
E a voz que em mim ainda cala,
recorrerá ao vazio de minha alma,
até o dia em que este meu corpo
por fim, seja deixado em sua vala...



MORGANA CANTARELLI
Enviado por MORGANA CANTARELLI em 18/04/2009
Reeditado em 30/09/2012
Código do texto: T1546993
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