NEUTRALIZAR... A SOLIDÂO

Sem pressa o tempo passa

Vem á chuva com pingos leves.

O frio aparece bem breve.

A solidão abraça.

Carregada fica como as nuvens

Cobre as paisagens.

O frio vem e faz o coração tremer.

A dor e a saudade começam a tecer.

Bordam um bordado escuro

A solidão espreita de cima do muro.

Vê os olhos sem brilhos quase inertes

Ataca e deixa o coração triste.

Fica difícil com a solidão viver

Ela procura o brilho do olhar escurecer.

É necessário sopro divino.

E a companhia de anjos.

Para bordar uma obra de arte

Abraçar com força a nova sorte.

Dar na solidão um tombo... E neutralizar.

E sem demora sorrir e amar.

Hortência Lopes

Hortência Lopes
Enviado por Hortência Lopes em 02/06/2010
Reeditado em 16/09/2014
Código do texto: T2294658
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