A MORTE DO SOL

A Morte do Sol

Estava solitário numa praia de fofas areias,

Olhando a esmo para o lado poente.

Avistei ao longe a luz de muitas candeias,

Sem que o calor da luz queimasse a gente.

O sol morria numa bola enorme,

Descambando solitário, parecia doente,

Lágrimas coloridas transformavam, disforme

O meu pobre e reles ser inconsciente.

Clamei, então, ao sol para que aparecesse

No novo dia que viria certamente,

Para que a rosa cheirosa não fenecesse

E eu pudesse ver minha amada novamente.

Antonio Tavares de Lima
Enviado por Antonio Tavares de Lima em 09/07/2012
Reeditado em 25/10/2012
Código do texto: T3768182
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.