janela noturna

a chuva conversa lá fora

por dentro a madrugada

afoga

pensamentos inquietos

gastam o chão

a vidraça acolhe a chuva

como se pra matar a sede

de um deserto

o vento trás a poesia solitária

de voz e violão

endeusando a noite molhada.

a ponta de um cigarro imaginário

risca a rua nas mãos de um vulto

que se abriga em lembranças

aquecendo alma

para o corpo frio da madrugada

MarySSantos
Enviado por MarySSantos em 22/12/2016
Código do texto: T5860447
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