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Solidão é como asas de borboleta

Estou a contar coisas,
como que "pra ninguém"

Estou a escrever palavras,
como que pra "ninguém"

Estou me sentindo tão só,
que parece que "ninguém"

está "olhando" aqui pra mim


Solidão é
como
asas de borboleta,
que se desfaz e
num deserto
de nada
te deixa.
Então vem a chuva
e lava tudo e leva embora
o lodo, deixando na terra
o adubo
Adubos de asas de borboletas
De folhas, de flores, que caíram...
Então a solidão da seca
Fica pra trás e dar, e deixar
surgir na terra novas plantas
e com elas ressurgindo
os pássaros, as borboletas,
as abelhas, os lindso e leves
beija-flores:
- Tristeza não mora mais aqui,
nem mora mais a saudade;
felicidade se instalou ali,
porque tudo passa,
então passa também a solidão.

Tereza Bodemer
Enviado por Tereza Bodemer em 11/07/2018
Reeditado em 12/07/2018
Código do texto: T6387609
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Tereza Bodemer
Rolim de Moura - Rondônia - Brasil
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Tereza Bodemer