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Solidão se esvai como asas de borboleta



Estou a contar coisas,
Estou a escrever palavras,
Estou me sentindo tão só...

Solidão é
como
asas de borboleta,
que se desfaz e
num deserto
de nada
te deixa.
 
Então vem a chuva
e lava tudo e leva embora
o lodo, deixando na terra
o adubo

Adubos de asas de borboletas
De folhas, de flores, que caíram...
Então a solidão da seca
fica pra trás a dar e deixar
surgir na terra novas plantas
e com elas ressurgindo
os pássaros, as borboletas,
as abelhas, os lindos e leves
beija-flores:

- Tristeza não mora mais aqui,
nem mora mais a saudade;
felicidade se instalou ali,
porque tudo passa,
então passa também a solidão.

Primavera chegou
e com o cheio da flores,
os cantos dos pássaros,
o voar das lindas borboletas.

Crianças brincando de roda
no parque, onde as pessoas
andam de bicicleta,
fazem caminhada,
leem um livro,
acostado em algum pé de árvore.

Solidão é como assas de borboletas
que se desfaz e o sorriso volta a surgir
porque se a alegria não é pra todo dia,
muito menos a tristeza, é que não!

Maria Tereza Bodemer
Enviado por Maria Tereza Bodemer em 11/07/2018
Reeditado em 17/07/2018
Código do texto: T6387609
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Tereza Bodemer
Porto Velho - Rondônia - Brasil, 56 anos
533 textos (9645 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/12/18 13:12)
Maria Tereza Bodemer