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Luto

                                             
Conclusão.
Nós, nos constituimos primeiro enquanto sujeitos biológicos, fisiológicos e psicológicos do gênero humano, a partir da relação interpessoal com a mãe.
As preocupações e cuidados amorosos, efetivados pela mulher que gesta e que ama a sua criança e cria aquela ambiente suficientemente bom que teorizou Winnicott, determina a estruturação interna do bebê, até o ser humano adulto.
Aquele ser que,  diante da morte daqueles por quem o seu afeto se derrama, sofre profundas crises emocionais, psicológicas e existenciais.
No futuro, as particularidades do processo de socialização que levam à ansiedade e ao isolamento social, tem entre os causadores, pessoas que tem débitos nas suas vivências de pertencimento.
A necessidade de aceitação e da mesma maneira, a imperiosidade de estruturarmos laços com os nossos semelhantes, fazem de nós indivíduos melhor adaptados para desenvolverem as suas potencialidades no meio social, para edificar pertencimento.

Sendo a morte  um acontecimento que adquire significações dependendo do contexto geográfico, sócio-político onde ele ocorre, a sua superação também obedece essas injuções. De comum, todas fazem a leitura da morte, enquanto  fim da experiência terrena.
Na cultura Ocidental, a idéia de morte vem acompanhada de grande pesar, medos e angústias, aspectos estes que muitas vezes nos dificultam encará-la como um processo natural da condição humana.
Quando o processo de afastamento, quando  esse luto se prolonga, se cronifica, as pessoas envolvidas sentem aumentar o sofrimento, ao invés de senti-lo progressivamente se afastar.
De acordo com Rivera, T.(2012), nunca basta apenas, que a pessoa a quem amamos ir-se embora nos desvãos do eterno, para que esqueçamos aquilo que por ela sentimos. É necessário um doloroso processo, onde, à duríssimas penas, elaboramos um processo psíquico para administramos a perda, aquilo que Freud denominou "trabalho de luto".
Vencê-lo, é a grande interrogação que a todos nos acomete.
Somos criados de modo a não demonstrarmos as nossas emoções, principalmente as lágrimas não são recomendadas, mais denodamente, para o elemento masculino. institucionalmente,  faz-se com que a  morte seja banalizada, assim,  é sempre o outro quem morre, não pensamos a morte enquanto uma realidade inexorável em nossas vidas.
Mas, é permitir que as estações se sucedam em nossas experiências humanas de vida, permitir que os nossos sentimentos florem sem reprimi-los, desenvolver novos sentidos, novas leituras de mundo, dinamizarmos as nossas relações sociais, rompermos com o pacto silencioso feito com as sombras e prosseguir-se a caminhada em direção à luz, é exatamente aquilo que nos resgatará desses porões sombrio...Barthes
BARTHES
Enviado por BARTHES em 07/12/2018
Código do texto: T6521527
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Sobre o autor
BARTHES
Arapoti - Paraná - Brasil
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