(Imagem Google)



No Colo da Noite





Chuva mansa no telhado é cantiga de ninar,
A noite chega tranquila e a dor me invade.
O ritmo dos pingos  me convida a relaxar,
Fecho os olhos e minh 'alma...fragilidade!

No silêncio, a noite fria vem me beijar,
Beijo molhado, de desejo, de vontade.
Da janela, um cheiro de nostalgia a exalar,
Brisa úmida e fria, bálsamo de Gileade.

Os anjos, em sinfonia, vêm meus sonhos velar,
Arcanjos e querubins, divinas entidades .
Como num sussurro, segredos vêm me contar,
Sinto-me sufocada pela triste realidade.

Adormeço, no colo da noite, a me acalentar,
Véu macio da noite, trajando de felicidade.
No aconchego da solidão, a me abraçar,
Meu lamento se confunde com saudade!




Agradeço ao amigo  POETA OLAVO
a gentil interação



Amor sob teto de zinco

Com chuva soando desejo
 Meu barraco abre sem trinco
 Pra morena que tanto almejo.








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Lucia Moraës
Enviado por Lucia Moraës em 20/11/2020
Reeditado em 23/06/2021
Código do texto: T7116697
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