TEMPO

 

Tempo,

Traga-me as tardes perfumadas,

Num abraço do seu viver!

A lógica absteve-me de inspirar e

No seu peito quero sonhar!

 

A saudade circula pelas veias em

Densas vontades azuis pelo céu!

Hoje, absorta de mim, perambulo só,

No caminho gris da solidão!

 

Real é a vida como a morte!

Mesmo sem querer caminho

E, o sol passa sem disfarce

E, ao meu alcance, toda a baía!

 

No banco verde da varanda sento

Sinto o coração acalmar!

Horizonte longe parece findo,

Na minha febre... um piano,

Música no ar!

 

O destino, o silêncio e o tempo

Marcam tudo e fica o sentido.

Afloram, esmaecem a cor das flores e,

Para que sonhar se depois

Volta a escurecer?

 

Vida breve na inércia do tempo.

Vontades visíveis e sensíveis circulam,

Pairam no âmago do sentimento, calam!

Soar da música, de um piano, no ar!

Qual sentido?

 

Tempo e sonho,

Apagar da luzes,

Enfadonho tempo,

Tempo breve...

Vácuo profundo!

 

 

 

 

 

 

 

 

edidanesi
Enviado por edidanesi em 19/06/2022
Reeditado em 19/06/2022
Código do texto: T7540822
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