FANTASMA

Olho para mim e me vejo fantasma.

Estou leve como a brisa que sopra

Sobre o arvoredo das campinas.

Meu som é oclusivo e demente.

Uma ventania acaricia meu rosto.

Não tenho asas, mas posso voar.

Aliás não voo. Simplesmente flutuo

Sobre as nuvens vazias e meio tontas.

Na verdade não entendo o que sinto.

Por que plainar se não sou avião?

Ah! Lembro agora. Tudo é possível

Quando se sonha com o impossível.

Será? Um vestígio de loucura sou eu.

Vivo então. O fantasma não morreu!

DE Ivan de Oliveira Melo

Ivan Melo
Enviado por Ivan Melo em 30/05/2016
Código do texto: T5651706
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