Tolo

O homem desamado,

face e arma em punhos que tremem,

pecúlios de sangue e cruzes na ponta dos dedos,

neologismos e rezas nos lábios que secam,

sementes e sêmen desproporcionais à nobreza de quem vive.

Vives?

De volta ao trabalho,

de volta ao bar,

de volta ao lar,

devoto e absorto,

em pé, diante de todos os tronos,

gramaticalmente imperfeito

por honrarias de quem vive ao lado.

O homem ama...

Tolo!

Marcos Karan
Enviado por Marcos Karan em 12/09/2017
Código do texto: T6111963
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