EIS...O TEMPO!

Eis que o passado se alevanta dentre feras

E no ócio do presente torna-se a exaltação

De erros cometidos e dos acertos vindouros,

Por isso na incógnita do futuro há ansiedade.

Eis que o pretérito é uma faca de dois gumes,

Nele não se pode haver reflexo no tempo hoje,

Porque na vida há redemoinhos que se mudam

De um extremo a outro com alavancas estéreis.

Eis que o ontem não amadurece nada do agora,

São apenas cinzas deixadas não como solução,

Mas como experiências vivenciadas, nada mais.

Eis que o que passou não volta, tem cara nova

E esse é o ponto crucial para a existência atual

Que sofre e sofre como se a vida fosse a esfera!

DE Ivan de Oliveira Melo

Ivan Melo
Enviado por Ivan Melo em 09/06/2018
Código do texto: T6360054
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