A CALMA DO PARQUE

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Como eu queria que neste momento
A calma que esta paisagem aparenta
Estivesse dentro de mim, ao invés do tormento
Só de admirar o verde , ao meu peito acalenta

Nem sei se de tudo que passo sou culpada
Não comando esta Nação, nem minha empresa
A quase falência está me deixando desesperançada
Trabalho em excesso, a tudo me dedico, tal uma presa

Me pergunto para quê tanta entrega e dedicação, afinal
Na hora da maior crise, gestores e donos nada observam
O que não viam, aparece, aí nivelam todos por igual
Os omissos e encostados estranham e ainda se revoltam

Quem deu o sangue, foi correto, se sente como eu, um nada
Tantas são as decepções, as contas do mês com futuro incerto
Final de ano tétrico em minha casa, ah! se não fosse a fé abnegada
Colegas tão sinceros se mostram hienas, a espera do bote certo

Gostaria de me transformar num raminho de erva cidreira
Perfumada e tranquilizante, só para disso tudo fugir
Deus me deu e tirou muitas coisas, sinto gratidão verdadeira
Já que não posso mudar o destino, me resta aguardar o porvir

Que pelo menos por hoje eu possa ter um sonho bom
Vaguear por um lindo jardim florido e de olores me aspergir
Cantar todas as melodias bem  alto, até perder o tom
Com a certeza um novo dia de amanhã vai surgir


 
Cristina Gaspar
Enviado por Cristina Gaspar em 18/12/2018
Código do texto: T6530390
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