SENTENÇA

Dentre o orvalho,

Distante se percebe o aroma,

A cristalina bruma, seiva da natureza...

Sente-se no tempo

O céu plúmbeo das paixões

Que aquece os corações

Macerados pelos desejos!

E, da vida, encontra-se o amor

Tombado pelas fantasias que retratam

A existência metafísica dentre lírios.

A noite é rainha e, as orações,

Põem-se aos pés dum altar

A fim de que as preces

Umedeçam os sonhos

E traga a anistia dos regalos

Que produzem prazer.

E as bocas suplicam que as brisas

Levem ao longe os trovões de prata

Que estrondam pelas madrugadas...

Ficam os devaneios áureos

Que são consumados pelo palor

Das estrelas que ficam silenciosas

Diante das horas que fenecem!

É a vida,

Astro maior dos sonhos reprimidos...

DE Ivan de Oliveira Melo

Ivan Melo
Enviado por Ivan Melo em 03/06/2020
Código do texto: T6967083
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