Fígado

O prato vazio e a cheia da fome

Apesar das maos preencherem seu estomâgo

Não é demasiado o choro

Fluindo por tão pouco?

A voz tagarela na solitária da mente

Atrapalha os lábios quando lhes movo.

Limpa o freezer do fígado esmagado

A sangrar o dia todo.

O trabalho de recompor-se

Jogo aos pés passeando na calçada

Espuma, choro, rangendo a porta

Segura por um triz

Ah se não soubesse quem se é

E se surda fosse,

A voz que opina um tiro seria

Saindo pela culatra.

Basta a fala da única verdade exata.

Lirianna
Enviado por Lirianna em 27/04/2023
Código do texto: T7774097
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