NÃO AO LAMENTO

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A tarde se deita

na noite.

Só flash mornos

de luzes urbanas

riscam o ar.

Termômetros marcam 38°

na região norte.

Uma calçada

e um banquinho, suportando o corpo

cansado da mulher

Poeta, que invalida

as horas e se

perde em

pensamentos.

Sim, sou eu

a mulher Poeta!

Na miscelânea

mixórdiana da vida.

Meus pés tocam de leve

as flores no pé da arvorezinha.

Elas sorriem pra mim,

não de mim,

como m'alma constrita

poderia supor.

Parecem não sentir

o torpor climático.

Esse sorriso Flor,

toca minha sensibilidade

com carícias n'alma.

Sentimentos invasores,

mórbidos e dilacerantes,

afloram,

devido às

circunstâncias, ocupando espaços

no meu interior.

Sou forte,

mas não todo o tempo,

sou gente e dependente

de evento...

Sou canto,

mas por vezes

sou também pranto.

"Só entra na ciranda dos ventos, quem não tem

o domínio das velas."

Escrevi isto para animar

e despertar pessoas,

esse foi o meu intento.

Agora, eu mesma,

busco esse domínio.

Meus pés tocam de novo

as flores...

As unhas de cores

verde e vermelha,

se misturam às

folhas e às pétalas coloridas..

Busco o equilíbrio,

pra expulsar de mim

todas as dores.

Preciso deixar

que meu coração

acolha a fé, o

amor, a confiança

e a esperança,

pra fervilhar

na m'alma,

a poderosa poção,

chamada VIDA!

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Narinha Lee
Enviado por Narinha Lee em 20/08/2023
Reeditado em 20/08/2023
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