FOLHAS DE SOMBRA

I

Eu não necessito da compaixão das pessoas

Que sempre foram meus algozes ocultos

Da minha inocência infante

Por eu não desejar enxergar

Um verdade em sombras

Que esses meus inimigo em nome de D'us

Rezavam, reza!

Oravam, oram!

E apregoavam inverdades sobre mim

Para banquetearem-se na mesa da amargurar

Com seus escarnecedores vividos

Na luxúria sem um fim...

II

Essas pessoas são folhas secas

Flores que murcham na injustiça

E que ao olharem o horizonte perdido

Perdem-se nas mentiras dessa medíocre vida

E comunicam falacias na messa

Dos lorpas e pascácios da idiossincrasia.

III

Esses escarnecedores embriagados com fel

Por serem o retrato do passado

Refletindo nas lembranças futuras

Pela mentira da aparência do presente

Vivem na ilusão pensando na solidão

Numa delusão que perpassa sem perceberem.

IV

Ó céus que tolos!

Viverem conflituando-se

Na mortalha que os vestem

Pelo capricho d'alma abandonada

Sombra de uma estranha mesa

Como roleta-russa, céus!

V

Não esquecerei o que me fizeram

Fazem e continuam...

Até o lamento finas

Por eles serem um vale de lágrimas

Na decresça da mentira

Da delusão desaparecida

Neles uma sombra de adeus.

VI

Eu sigo meu caminho...

Porque a vida é muito bela

E ela pertence e espera por mim

De braços abertos para acolher-me

Até o dia do meu repouso infindo.

Sérgio Gaiafi
Enviado por Sérgio Gaiafi em 31/07/2019
Reeditado em 21/08/2019
Código do texto: T6708707
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