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Em um boteco às 19 horas

Um mar de carros avança no verde sinal
A areia do asfalto se molha
Cães passeiam sua postura corporal
O garçom atento tudo olha

Deixe livre o cruzamento
Fila de táxis no ponto
Talvez tenha chegado o momento
De fechar o caderno do conto

A temperatura ligeiramente caiu
Não houve a notícia esperada
O homem entrou no carro e partiu
A taça na mesa abandonada

Tudo o que já existiu não significa nada
O mais forte alicerce do encanto ruiu
A barata entre as mesas desesperada
A moça da boca amarela sorriu

O charuto apagou
A cerveja esquentou
A espera ficou sem sentido

Depois do olhar perdido
A saudade no choro contido
Com a certeza da juventude despencou

Graco Jakal
Enviado por Graco Jakal em 10/10/2019
Código do texto: T6765627
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Graco Jakal
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 62 anos
30 textos (598 leituras)
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