EFEMERIDADE

Que tudo é efêmero ninguém nega,

Poucos compreendem o significado.

Alguns acordam para a realidade,

Quando têm sua vida ameaçada.

 

Se não há sobre nosso planetinha

O que não possa ser transformado,

Por que, afoito, adoto luta renhida

contra a marcha do destino traçado?

 

Quem sou eu afinal?

Sou rei destronado, intangível,

Sub nano navegante sem identidade.

Sou guerreiro perdido na rala vegetação,

Meu grito de guerra é inaudível,

Minhas armas são bolhas de sabão.

 

 

Efêmero, frágil, dependente

Não sou a melhor das espécies.

Na cadeia alimentar sou dissidente

Incomunicável, ignorante, incompetente.

Mal leio e interpreto minha linguagem.

 

Sejamos persistentes como a vegetação

Que teima em crescer apesar de nós.

Estejamos atentos aos sinais do nosso cão

Que festeja à distância o som da nossa voz.

 

Sejamos efêmeros com dignidade!

Deixemos de ser da Terra seu algoz.

Vamos despertar deste sonho ruim,

Maltratá-la é decretar a aceleração

Do nosso fim.

Bsb, 11/11/2023

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sandra Fayad Bsb
Enviado por Sandra Fayad Bsb em 12/11/2023
Reeditado em 12/11/2023
Código do texto: T7930408
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