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As mãos pequeninas

O dia amanhece
lindo!
O sol vem devagarinho,
de mansinho.
De repente
ilumina!
O céu fica azul.
O brilho da noite,
deixado pelas estrelas
pula de cá,
pula de lá,
uma festa vai acontecer.
Homens engravatados,
mulheres produzidas,
sapatos altos
no meio da poeira,
escondem a lama matreira
das damas da cidade.
Uma ação social,
dizem vai começar,
no meio do mato,
com o rastro das estrelas.
No alto,
o olhar,
as maõzinhas
de pequenas menininhas,
passam pela grade,
privadas da liberdade.
Liberdade
de quem ainda
não escolheu
o destino
que Deus lhe deu.
Privadas de ver o dia,
olham a orquestra tocando,
celebrando a ação
com o nome
de solidariedade.
Mas é a pura crueldade!
Mais uma ação social,
dentro da enorme grade,
alimenta a vaidade
de homens e mulheres
que buscam aparecer
nas colunas sociais.
O contraste ironiza
o mais lindo sol nascer!



 
zaciss
Enviado por zaciss em 09/06/2006
Reeditado em 15/08/2018
Código do texto: T172457
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
zaciss
Lavrinhas - São Paulo - Brasil, 69 anos
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