O ser cidadão...
Águida Hettwer
 
Quando o amor sobressai nas ações,
Não há tempo para perder,
Em premeditar o mal alheio,
O semelhante é o próprio espelho.
 
A alma triste chora os desenganos.
Uma mente insana, não tem remorso.
Levanta a voz, maltrata sem piedade,
Não importa com a gente, seja ela,
De qualquer idade.
 
Será? Que um dia a violência vai ter fim.
Deus queira que sim!
Onde há amor em abundância, há vida.
Carinhos nos gestos sem medida.
 
Somos parte desse universo,
Onde o progresso, tem se alastrado.
Mas com isso levado aos desmatamentos,
Os rios perderam seus contornos,
Com tanto lixo e abandono.
 
Ah, meu Deus! Nos meus tempos de menina,
Sonhava com um mundo colorido,
Onde não haveria mendigo,
Pedindo esmola, nem criança,
Vivendo com medo.
 
O que restará de herança no futuro!
Se nem os alunos, têm respeito,
E admiração aos mestres.
 
Não quero viver de utopias!
Preciso crer que a cidadania,
Começa bem cedo.
 
Com alicerces fundamentados,
No respeito mútuo.
Onde a vida deve ser preservada
A qualquer custo.

 
27.10.2009